Neste blog apenas publico palavras literalmente minhas, esfumadas da minha alma, pensamentos, divagações, desabafos ou apenas as letras soltas de emoções boas ou más que me transbordam, ensaios ou peripécias da minha mente indomável. Todos os posts são da minha autoria, da qual reservo os direitos. Assim, todas as palavras aqui deixadas dispensam assinatura... todas as imagens são elementos pesquisáveis da rede de internet, inclusivé as "minhas"

24/11/2010

feliz


e esperar por ti feliz... anciosamente feliz ... será que mereço?!...será que posso?! será que daqui a muito tempo, vais tu dizer-me :"obrigado por existires, por estares, por ficares" ... será que vais querer ficar, estar e existir?  para que daqui a muito tempo, possa continuar a agradecer à vida, por me ter suportado mais um dia, e mais outro e mais outro, com tanta prova difícil, até chegar esse dia... até apareceres um dia, na minha vida? tornas tão mais viva a minha existencia, tão mais feliz o meu dia, um dia de cada vez meu amor! não deixes nunca morrer esta vontade que me invade de querer ser, continuar, de te amar!

11/11/2010

não valho

"Não vale a pena...!"

é das coisas que mais me custa ouvir, vindo de ti
mais que nada me dizeres
doi  mais

08/11/2010

quero-te

quero-te desde ontem
quero-te ainda e também hoje
quero-te até amanhã
quero-te porque sei como me queres,
sempre como desde ontem, ou ainda agora mesmo e também só até amanhã...
e quero muito que sejam assim, todos os nossos dias
todos os nossos dias quero olhar-te, descobrir-te, e apaixonar-me
e a única certeza que tenho, é que me queres também, e igual

16/10/2010

estranho amor


Deixa-me sem termos o teu indagar:  "o que quero de ti?" É tão simples que não sei explicar... Quero o teu olhar tão silencioso como doce, quero o teu cabelo que encurtas para acariciar, as tuas mãos ávidas e lassas, para me levarem  a passear, os arrepios, que denuncias, que provocas, para me perder, me encontrar... Quero matérias tão simples, que não sei explicar se são bens, se são sensações, se são princípios efémeros ou, se são ilusões em repouso... mas quero!

Repisa-me sem devoção o teu investigar: "pra que preciso de ti?" É tão límpido que não sei declarar... Preciso dos teus mimos, dos teus medos para sanar, dos teus combates para me render, da tua existencia para me domesticar, dos teus abraços para me acolher o coração, me enlear a alma... Preciso de forças tão imensamente tuas, que não sei se só vivem em ti, ou se as que existem em ti me agradam mais, e por isso as cobro para mim... mas preciso!

Intriga-me abismalmente que te estranhe o meu amor ... Sinto-o tanto que o não sei justificar... Deixa-me ali nas profundezas do teu mistério, mas deixa-me amar-te, sem perguntas, sem razões, sem dor...

10/10/2010

queria


Queria tanto que nesse tão pouco, ou tanto tempo que me parece que passamos desunidos, te sentisses em mim, te sentisses tanto aqui, como te trago comigo... Quanto sabes, se tanto ? Não, tanto não sabes não...
O tanto e o como te adoro, o quanto imploro para que desta vez, tenha chegado a minha vez, tanto como a nossa vez, ...de vez...

14/09/2010

assim


lembras-te de me perguntares, porque é que estrago sempre tudo?!... eu lembro, e continuo a achar que não, não estrago nem sempre, nem tudo... só porque sim, só porque gosto... e mesmo do que não gosto, não estrago... Também te disse, que todas as certezas estragam o que é bom e doce... que é quando é certo que deixa de ter piada, e cai na rotina... mas esta minha inconstância leva-me ás vezes a temer a dúvida... a pedir um sinal apenas, dessa garantia, que ninguém pode dar a ninguém... Sei que estás em mim, e isso basta-me, ás vezes... por outro lado, há momentos em que tanto precisava de saber, se também estou em ti... assim !!!

06/09/2010

nada

sentiste-me?
sentes-me?
... nada ...



não sei se será verdade, a verdade da máxima que diz que o tempo nos trará todas as respostas... sei que o tempo das dúvidas que, te parecem apaixonantes, a mim custa muito a passar... eu detesto a idéia das monotonias, das certezas eternas, mas prefiro acreditar, preciso de acreditar, ou não será vida, nem terá vida, o que possa sentir, o que possa pensar... e de nada me valerá

não sei porque espero algo de ti, porque na verdade nada espero, nada mesmo... apenas tinha uma infima esperança, que nem sequer fosse preciso esperar, e que para ti, eu tivesse sido algo, algo mais que nada, num breve momento, em que tudo senti, e tudo o que sinto, nunca consigo explicar

não sei mais o que sentir, se nada sentes, provavelmente sem que te possa pedir qualquer explicação, tinha que ser assim... mas pior do que não ter sido nada, é nada quereres em mim... e pior ainda é sentires e não me deixares sentir, é não ser nada, e continuar a nada ser...

nada de nada, também não faz sentido ser, senão, não teria sentido nada, e não custaria a passar, não quereria nada esquecer, não esperaria mais nada, a não ser que esta terrivel sensação, não passasse de nada...

eu estive ali... pode ter sido um breve momento, mas estive, e desde esse momento, que tu estás aqui, mesmo que seja nada, mesmo que em ti nada tenha acontecido, nada aconteça... estou aqui eu... o mesmo que nada...

??????

imagem : "amor" de catro pedra

 
... "nunca estive"...

...palavras tuas...e sabes bem em que contexto...
faz isto sentido ?

05/09/2010

sentido


Não está fácil esta passagem :

constantemente me impõem a "desculpa" de que sabem o que eu não quero, não preciso, não me serve...

constantemente me engano, esperando sempre que no não conhecer, alguém queira antes conhecer-me, ou saber por mim, o que eu quero, o que eu preciso, o que me serve...

mas até a mim me desculpo e nada faz sentido ... só sei o que sinto, mas não mais o que sentir

se as pessoas, as coisas as emoções existem... porque teimam em lhes tirar o sentido?
sou eu que sobrevalorizo tudo, sou eu quem dou e tiro o sentido a tudo ... que capacidade a minha ... isto é sempre a acertar!!!

27/08/2010

paz


chovia tanto esta madrugada... e até alí, à chuva
com a tua alma lavei o amargo do meu coração

é desta paz que eu preciso... de me deixares ser
de me deixares estar e sentir... mesmo sem te tocar

16/08/2010


de repente, ou não,
a vontade de poder ter saudade de um abraço

tens lembrança...?
16-08-2008
faz hoje dois anos

29/07/2010

o acaso


...pensando na máxima do nada acontece por acaso, acrescento, sem ser por acaso, que o que acontece apenas não é nada até que, sem ser por acaso, tu queiras que aconteça mais que nada, o que por acaso não era nada mau que acontecesse, mas só por acaso até sei que nunca irá acontecer... a não ser que por acaso, houvesse aqui uma excepção à regra, o que a acontecer, também não seria por acaso...

21/07/2010

se eu não estou em ti


Naquele momento em que os teus olhos me procuraram, quebrei
Naquelas tuas mãos que as minhas procuravam, me encontrei
Naquelas palavras em que acreditavas que te amava, confiei

Naquela canção em que o teu ser se revelou, me apaixonei
Naquele instante em que o teu corpo chamou o meu,
me entreguei
Naquelas noites no beijo que era o abraço e o abraço o desejo
me agarrei, me salvei, me escorei,

Tão bonito amar-te e sentir-te a amar que me realizei
Mas a desilusão, do saber que nunca me amaste doeu demais

Na tua ausência me perdi
Na tua indiferença me feri
Na tua descrença desisti

Na tua partida enlouqueci
No querer-te tanto morri
No amor por ti me esqueci

Que desperdício imenso não seres capaz de me amar
Que fracasso imenso não ter conseguido fazer-te feliz

Autêntico conhecer tudo em ti, do melhor ao pior,
e mesmo assim querer
Bárbaro, dar-te tudo de mim, do pior ao melhor
e mesmo assim não quereres

Quem disse que o amor era estático?
Nada é imutável nesta passagem:
Quem sabe um dia possa esquecer-te,
abraçar-te sem dor, agradecer-te?
Quem sabe um dia possa absolver à felicidade,
ter-nos recusado existir?

Um dia que te lembrasses de nós e o teu coração gritasse
que afinal me querias, e me incluísses nos teus planos…
seria o desengano mais afortunado
deste mundo, deste lugar, desta vida…

Não peço mais nada
Deste mundo, deste lugar, desta vida

Se eu não servi para ti
Não peças mais nada
Deste mundo, deste lugar, desta vida…

Neste mundo, neste lugar, nesta vida …

Se eu não te preenchi
Onde estou eu,
Neste mundo, neste lugar, nesta vida?

Se eu não estou em ti
Onde me deixaste,
Neste mundo, neste lugar, nesta vida?

12/07/2010

nós

        tenho saudades de nós, saudades tuas
        saudades de mim, do que eu era contigo
        ainda não enlouqueci
        lembro-me de te perguntar se nós existiamos
        e sim, nós existimos, foi a tua resposta
        tenho saudades de nós e não acredito que me tenhas mentido

11/07/2010

transparência precisa-se


... cada vez menos me identifico com a opacidade das pessoas/situações, que estando à minha frente e sendo obvias com as suas atitudes ou indiferenças barram/turvam a paisagem/verdade... tudo era tão mais carregado de paz e menos cruel, se tudo e todos fossem mais coerentes ... que falta de luz nestas minhas noites inúteis ... queria apenas ser o sol ... e que a lua me deslargasse...

30/06/2010

21/06/2010

saudades tuas

tenho saudades tuas

saudades, de ouvir-te dizer-me o que nunca me disseste, tantas vezes como as não ditas
saudades, de ver-te olhar pra mim, como nunca me olhaste, tantas vezes como as que te olho
saudades, de sentir o teu abraço forte, como nunca me abraçaste, tantas vezes como as que te abracei
saudades, de provocar o teu sorriso, que nunca se abre pra mim, tantas vezes como o meu pra ti
saudades, de querer o teu amor inteiro, que nunca foi meu nem fragmentado, tantas vezes como junto o meu em ti, sem ti, aqui...

um dia esperei


um dia vais sentir a minha falta... um dia vais sentir que sou realmente importante ao ponto de não quereres perder-me... um dia vais sentir que queres lembrar-me todas as vezes e todas as oportunidades que tiveres,  do quanto sou pra ti, e como e sempre... um dia vais sentir vontade de me pedir apenas um abraço e nada mais... um dia vais sentir como te amo todos os meus dias... um dia vais sentir que eu esperei e que não foi tarde de mais... um dia vais sentir que podias ter-me amado mais cedo mas que hoje, é que é o dia...

15/06/2010

as tuas preces sejam ouvidas

... vive que o tempo passa muito depressa.... sê feliz, muito feliz, tu MERECES MUITO já que eu não fui a tempo de partilhar essa tua felicidade, não so por minha culpa, mas também por culpa minha!

Que a pessoa que partilhar a tua vida o teu Amor, saiba apreciar-te ao teu devido valor, saiba respeitar-te, saiba ver com olhos de ver o quanto e como tu és capaz de Amar.

Pra mim e mesmo que nunca mais nos cruzemos na vida tu ficarás pra sempre em mim "marcada" como uma GRANDE MULHER que jamais esquecerei e que respeitarei sempre.

Sinto falta das tuas palavras e tu sabe-lo muito bem... o vazio é muito grande...

09/06/2010

não te cales



faço um esforço enorme, para não me deixar atrair pelo menos bom. entrego-me de corpo e alma e decomponho-me em mimos que te dou. desfaço-me em amor... e não quero cobrar nada, mas custa tanto ter que pedir... nunca deveriamos ter que pedir amor... faz-me bem... deixa-me amar-te, não fiques em silêncio por favor. a indiferença é como o não toque, destrói tudo o que me faz sorrir em ti, em nós...

não deixes de mo dizer por favor
se sentes diz
se não sentes diz
mas não te cales em mim

01/06/2010

dói



...hoje apenas dói...

que não sintas o amor
que não acredites no amor

... hoje apenas dói...

27/05/2010

mesmo que não repares

Quero calar-me todos estes gritos taciturnos. Aliviar essa necessidade perpétua de me adiantar por não me chegar... Não formar mais desenlaces nem mais pendências. Acordar e brilhar... Sentir a querença de não apelar a moderar. Anestesiar moída, feliz, ávida por voltar a abrir os olhos e te avistar.

Preciso de ti, mesmo que não repares o quanto. Preciso que repares, para que abdique de me ser tão urgente. Preciso de não carecer tanto, que careças de mim... Para que eu possa serenar…Calar-me de todos estes gritos taciturnos...

Será que me escutas, ou sou eu quem não anui o teu sentir a clamar? Será que me cuidas nesse coração que me ocultas, que sabes o que és para mim? Será que tal sou para ti? Porquê me pareces tão similar, que até ofende tentar invadir, no que contemplo tão lá no âmago de ti, que mais parece amputado de mim?

Quero-te tanto, que até dói não saber o quanto me queres… Sei tão bem o que queres de mim, que até dói, não saberes bem o que quero de ti... E é tão igual, que não me assusta tanto pelo ser, muito mais pelo nunca ter sido... E é tão óbvio que te amo, que seria um desperdício não me amares assim...

11/05/2010

... problema de expressão ...


ás vezes não parece e é... ás vezes não é e parece...
era tão mais fácil, se não existissem os problemas de expressão...
mas, se a vida fosse fácil, não teria piadinha nenhuma, nenhuma, nenhuma...

não podemos esperar acordar e encontrar o amor, ouvi alguém dizer-me... assim como, não podemos pensar que ao adormecer, o amor vai desaparecer...

quero-te tanto... que custa muito entenderes precisamente o contrário, ás vezes...

03/05/2010

tanto


... precisava tanto de ti aqui agora ...

26/04/2010

tempo


... não é medo, é mesmo desencontro, o encontrar-me sempre com a diferença dos tempos entre nós, é que me desfragmenta no tempo... é muito raro, o meu tempo ser o teu tempo, o milésimo do meu sentir, equiparar-se no tempo, ao milésimo do teu sentir e, ambos sentirmos em simultâneo o mesmo, ou equiparado... só assim o tempo seria perfeito e, como neste tempo em que aqui estou todos me negam a perfeição, não é medo, é mesmo desencontro, o encontrar-me sempre com a diferença dos sentimentos entre nós que me desalenta no tempo... espero sinceramente que haja tempo para nós, mesmo que raro, perfeito, no tempo em que em simultâneo ambos o sintamos assim, sem medo, sem desencontro...

16/04/2010

segredo


Sabes guardar um segredo ?...perguntas-me tu ... Saberás tu guardar um segredo...? Não te conto nada que não saibas, não te tento atentar com palavras mansas, não estou influenciada por atitudes tuas ou minhas ou conversas mais ou menos recentes, não te questiono nem te intimido... Apenas te deixo um segredo, para que o guardes, como que, uma chave, uma senha, uma escritura, tal como as dos profetas ... um segredo, que não pretende fazer aproximar-te ou afastar-te de mim, apenas existe, e tens o direito de o partilhar comigo...por mais inoportuno que seja agora, ou em qualquer outra altura contar-to.

Não conseguiria contar-te tudo o que sinto, por palavras ditas, até porque acho as escritas mais bonitas, e se falar contigo é difícil, é também difícil não chorar ao fazê-lo, e sei que detestas ver-me chorar...Mal sabes tu, quantas vezes e tantas, eu choro em silencio, e sozinha à espera de um abraço teu, que sei que nunca vem... Mas...Não te preocupes com isso...ninguém disse que ia ser fácil para mim, e eu cá estou, e aceito, e aguento a vida como ela é... só não vou aprender nunca a viver sem ti.

Eu sei que não podemos viver do passado, mas também sei que só posso viver assim, se tiver esperança no futuro, mesmo que nesse qualquer futuro que eu imagine que nos espere, e que ai tu continues a passar-me só e apenas ao lado, tu existes sempre, e , essa esperança morre sempre comigo, a cada vida que passa. Tu sublinhas que não gostas de mim, nada mais sentes por mim, que não é o meu amor que te faz feliz,...pois sim, é a tua verdade, e eu tenho mais é que respeitá-la...
Para mim é certo, que o nosso amor, só podia dar certo, e embora hoje tu acredites que não, só tenho pena que algum dia a minha forma estúpida de te amar, te tenha levado a pensar isso, e que tenhas desistido nessa altura, de lutar por nós...tenhas até achado que não valeria a pena... mas decerto, a vida, não acaba hoje, não acaba aqui...e esta não será a nossa última paragem...por isso te deixo o meu segredo, e quem sabe um dia, tu tenhas outro segredo para me contar...

Há muitas coisas a cada dia, que me levam a pensar em ti...hoje por exemplo foi o anuncio na TV, que diz que, há sempre um momento em que o nome de quem nos está no coração, nós escreve-mos numa árvore...pois, o meu segredo é esse, que o teu nome não...tu, estás gravado em mim, como que um código de barras impossível de confundir, de trocar de omitir... O nome, o rosto, os gestos, o ser e não ser, de quem nos vive para sempre na mente, no corpo, nós não escrevemos...nós guardamos, nós levamos, até onde o tempo, e o espaço nos leva... Azar o meu, ter este nome, que tu sussurras ao ouvido de outra, por ironia das escolhas que tomámos...e não que o destino nos acenou. Azar o meu, ter o teu nome para carregar comigo... ou sorte, se soubesses tudo o que esse teu nome, esse teu ser e não ser, quer dizer para mim.

Não te escrevo, um "olá estou aqui", nem um "adeus", talvez, seja isto, um "até á próxima"...Não te escrevo um poema, uma declaração de amor... nada mais te dou que um pensamento, intemporal e incondicional, que me invade a teu respeito, nesta hora, que, queira eu ou não, resume toda a minha vida, e reflecte tudo o que me conforta, ou me amargura, tudo o que me faz continuar a pensar em ti. E se escrevo mais uma vez, sobre ti, ou para ti, é porque reconheço, e aceito, e mais, agradeço, seres tu, aquilo a que os entendidos chamariam de "a minha alma gémea", e estou feliz por ter-te encontrado, mesmo que não seja para ficarmos juntos...

Só se ama uma vez na vida, alguém me disse um dia, o que pode ser uma vida, ou pode ser apenas um momento, por isso eu estou grata por poder dizer...amo-te, mesmo que só o possa fazer em segredo...mesmo que esse sentimento, tu não possas retribuir, mesmo que não me revejas como, "a tua alma gémea"... Sim, foi contigo que eu passei alguns dos melhores momentos da minha vida, e foi, é e será contigo, que eu sonhei, sonho e sonharei, nos que não se realizaram...porque também eu sempre te amarei, da forma que te sei amar, e da forma que me deixares amar-te.

Não quero usar palavras gastas, para destabilizar a tua vida, nem quero cobrar-te nunca qualquer correspondência a essas palavras, a esses sentimentos que são meus... apenas quero deixar gravado em ti, o quanto te agradeço existires, e teres entrado na minha vida. Não te peço respostas, apenas deves saber que, mesmo nada podendo fazer, fazes-me muita falta...
Desculpa esta vontade louca de segredar-te  que se traduz, não num ponto final na nossa história, mas sim, numas reticências, daquelas que se lêem quando algo fica por dizer, por viver, por acontecer....
Sabes que escrever, faz-me mal, consome-me por isso prometo não voltar a escrever-te...pelo menos..."até á próxima"... Quem sabe, volte a escrever-te, numa outra vida, e ai quem sabe, tenhamos uma oportunidade de nos reencontrar-mos, para não mais nos perdermos.
Não deixo data, porque acredita que, não tem data, nem lugar, tudo o que já não cabe em mim. Não assino, porque sei que sabes, que, mais ninguém senão eu, poderia escrever assim, sobre ti, e para ti. Não aguardo resposta, porque sei o que sentes.

Adoro-te muito, e sei que me adoras também, e é tudo o que preciso de saber...

30/03/2010

nada faz sentido


nada faz sentido... de tanto sentir-te e não sentir-te...
já não me é sequer cruel o teu silêncio de tanto o ouvir e nada me dizer, já não me é sequer dolorosa a tua ausência, de tanto me penar que não estejas comigo, já nem sequer interessa mais porquê, bastava que não estivesse a acontecer... não entendo sequer, porque me castigas e não me desinquietas, porque te achas tão sensível, tão correcto, e não me dás sequer uma palavra, um só abraço, que não faz sentido, não te faltar...
mas se não queres o meu amor, já não faz diferença, só é anti natura o teu desprezo... que em nada faz sentido... porque mesmo que o não queiras, ele existe, e não faz sentido não o respeitares...
se sabes que não mereço isto, tudo menos isto, e preferes deixar-me mal,  porque me repete meu pensamento, meu coração, meu sentir, meu grito: que te amo, que te preciso, se não precisas de mim, se não me queres, se não me amas ?
nada faz sentido, já nada adianta em mim, nada atrasa, nada me devolve a alegria de te saber, se te não sei... e esta mágoa, esta culpa de tanto ter acreditado em ti, doi demais...
se nada muda em ti, por eu existir, nada do que sinto faz sentido... é desumano o que fazes comigo...
e queria tanto, não ser só eu a sentir que nada faz sentido...!

24/03/2010

hoje senti o mesmo


com a amargura a perpetuar em mim visitei hoje esta casa...entrei e parei no vazio... e fugi dalí ... ali vivi alguns anos da minha vida antes de querer que ela chegasse ao fim... passaram mais alguns anos e hoje senti o mesmo... não satisfeita segui, fui até ao local onde nasci, e ouvi o mar, senti o frio que todos sentimos de noite desalentados, tentei-me a partir... e chorei de descoragem de desvergonha e ali fiquei, e procurei nas palavras que o medo não me disse, um sinal de mim, um sinal de ti... e nenhum dos dois eu encontrei... não sei então porque voltei... se aqui estou, houve certamente um anjo da guarda me guiou, me segurou, mas não posso dizer que sorri, que estou aqui... não sei viver assim, e sendo assim não me contento com este sobreviver

23/03/2010

sem amor


sem amor nada sou

não é vício
não é nada senão
essência
massa
matéria
que sais de mim

etéria apenas
mas sem amor
como pode a minha alma
descansar assim ?

21/03/2010

escolha

(Nós somos as escolhas que fazemos) conclúo mais uma vez sem te entender

Dói tanto deixarem-nos de fora da escolha, do sol, da luz...

Tanto como me alimenta o coração o teu cheirinho bom, quando me deixas ficar perto de ti...
Tanto como me faz sorrir o teu olhar quando pousa no meu e o leio sem te dizer o que me diz...
Tanto como prefiro uma doce mentira presente, a uma eterna e cruel meia verdade ausente...
Tanto como destrói amar tanto, querer tanto, e ter que guardar só em mim...

Que desperdício?! Que parte do "aproveita o momento" queres que eu entenda, ou não entendeste?
Quando te oiço dizer-me : "Olho pra ti e vejo que me amas..."
E depois vais embora, e não estás comigo?

Nós somos as escolhas que fazemos!!!

19/03/2010

recuso

a vida é um carnaval
e eu sou incontinente emocional
é por me recusar a usar máscara
que fico sempre só

14/03/2010

sem ti



pede-me tudo

mas

não me peças para sorrir

sem ti

03/03/2010

não estás


"não estou pra isto"

não estás pra amar

simplesmente, não estás

ponto

e nunca saberás o que perdes

porque eu sou muito mais do que o que te peço

reticências

02/03/2010

sobro


e eu que estava disposta a ficar com as sobras ...
vejo que nada sobrou

e eu que tanto queria juntar todos os meus pedaços
minhas sobras para te dar
vejo que não sobrou vontade alguma
depois de me veres despedaçar
em me recuperar

e eu que tanto amei
a sobra de todo o amor que já não tinha
que vejo que só sobra o não ter
quem nunca me amou

afinal sobra ainda algo :
eu

mais forte


prefiro não escrever o que penso

o que sinto é ainda muito mais forte

e sinto tanto a tua falta

que prefiro não escrever o que penso

01/03/2010

pra que eu possa

amo-te ... e não tenho outra forma de sentir, de o dizer, de o saberes... agora,  faz o que quiseres com o meu amor

podes o não escolher, eu não to vou cobrar de volta, podes o não sentir, eu não to vou desmitificar, podes o não achar suficientemente valioso para retribuir, podes o não achar suficientemente capaz de te fazer sorrir, mas diz-me o que queres, por favor, mesmo que seja que o não queres, mesmo que seja que vais desistir desse amor que também dizias sentir

não se ama sem entrega, e o amor não vive só... faz o que quiseres comigo, mas faz agora, pra que eu possa vibrar de alegria, pra que eu possa chorar de dor, pra que eu possa fazer com o meu amor, o que quiseres... mas, pra que eu possa...

28/02/2010

dias sujos

eu mesma a flutuar

em todos os meus dias, apenas sinto a falta de ti ...

apenas se não te amasse, poderia não querer-te nos dias cinzentos, ou nos outros, ou em apenas alguns ...

mas as pessoas não são iguais e a forma de amar também não, pelo que continuo a achar-te belo ...
mesmo quando não gostas de mim

no entanto esvazias-me qualquer areia de doçura, quando me repeles porque não estou bem, sem ver que não estou bem, porque não estás comigo...

e nestes dias, sinto-me quase suja de uma forma intragável:

apetecia-me agora flutuar, até não poder mais...
e voltar lavada de tudo, só depois da maré me esquecer ...

27/02/2010

o nosso instante


O amor não é descartável pois não? ... Ou  é?
Tudo o que é dispensável, hoje, não deixa de ter sido importante ontem, se bem que temporário, se bem que seja esta uma lucidêz inatingivel na parte em que somos nós, os que ficamos sós.

Não, nessa hora, o amor, não é descartável... e marca quando o amor vem, porque ilumina, e tanto ainda ou mais marca quando vai, porque nos obriga a seguir... para outro estágio, quando estavamos na melhor parte do anterior e, porque não queremos partir desse amor...
Assim como na altura em que é vivido,  não é descartável, nem o bem, nem o mal, que fazemos, que nos fazem...

Ontem sentia-me amada, especial, querida... hoje sinto-me apenas mais uma página rasurada...
Ontem sentia-me pequena demais no mundo por isso... hoje sinto-me ainda mais pequenina, muito mais leve, capaz de voar, e de me libertar dessa angustia, de te me sentir a perder...

Se em ti houve um laço, não foi por acaso... obrigado
Se acabou o momento, tudo estancou em mim, barrei o coração, gritei inconsolável à minha alma, o porquê, "porque te amar tanto e não te ter?", e como não havendo outra resposta desisti... não tinha que ser !!!

Encaixando com serenidade, depois da revolta, depois do desespero, depois da aceitação ou resignação, só aí, a vida nos conforta, e já não tanto castiga...

Tudo passa no entretanto, na brevidade de uma passagem, é tudo o que acontecemos ou nos acontece um instante, mesmo apesar do processo mais ou menos moroso, entre bons e maus momentos, e tudo se transforma... a cada experiência há um passo, e não há retrocesso.

O caminho faz-se indo, mas só o sabemos quando avançamos, e a evolução é penosa... tal como para cada ser, crescer, faz doer.

Agradeço a essa força maior ter-te cruzado comigo.
Entre amar outro ser ou o teu ser, sinto-me priveligiada acredita.
Mesmo nesta hora, em que te levam de mim...em que me levam.

Mesmo nesta dor em sentir que desististe de nós, hoje sei que este momento tinha que passar por mim.

24/02/2010

preferiria


preferiria pensar que de vez em quando me lembras,
muito mais do que sentir que de vez em quando me esqueces

mas não consigo...
estás tão longe de mim que não me ouves,
não vês sequer como me fazes falta enquanto não sentes

e ainda assim preferiria pensar que me amas,
muito mais do que sentir que não me queres

preferiria que fosse uma cruel verdade,
muito mais do que uma doce mentira

23/02/2010

muda


... e se eu disser que te amo ...

muda alguma coisa?

21/02/2010

como ?



tenho tantas saudades tuas

tantas, tantas, tantas

como podes tu...

(?)

não me queiras senão assim


imagem: smuin ballet - carmina burana


costumam dizer-nos que tudo o que não nos mata, que nos torna mais fortes... esperarei para sentir, pois não me parece nada assim, o amor, a sensação de perda, a vida, hoje...
tudo o que sou, implica tudo o que sou, não apenas os pedacinhos seleccionados por alguém, que por mais que eu ame, aceite, respeite, e compreenda, não quer que eu ame aceite, respeite e compreenda como sei, não quer o meu  todo, quer apenas o que lhe faz bem... e, sou eu a exigente aqui? como amar sem ser inteira? como ser sem ser inteira?
pedirem-me que aceite a não exclusividade, ainda é uma parte de um todo que talvez conseguisse tolerar, dado algumas circunstancias e em prespectiva de mudança das mesmas a curto prazo... mas pedirem-me que me subdivida, e que abafe em mim parte do meu todo, não me faz bem... decompõe-me obviamente... e eu não sei andar nisto assim...
não sei ser senão eu, com tudo o que eu carrego, com tudo o que me destroi e aos outros, esses, que deveriam ver que também a mim, me destroço e me desmontam,  e não vêem...  mas não é por isso que vou desagregar esse todo do meu ser...
não vou repensar, o impensável: não precisei de pensar para amar, mesmo sem conhecer... 
continuo a conhecer, a descobrir e a me apaixonar, a desistir e a amar como desde a primeira vez que o senti, continuo a querer como sei que vou querer por muito tempo ... mas dói,  dói sem peso esse repelir do que mais puro existe em mim... e mesmo a doer, faz parte de mim esse amor e não o vou desagregar do meu sentir...
podes fugir, podes não querer assim, podes impor as tuas condições, mas tanto eu como o meu amor já existiam antes de te balançares, já te sabiam antes de vacilares, e já te queriam antes de não quereres... por isso vai se precisas de ir, afasta-te de mim, se estar perto te fere... repensa se pensaste alguma vez o impensável... e se voltares, se redescobrires que me amas, não me queiras senão assim...

18/02/2010

importa muito


imagem : "olhar" de teresa robalo


é tão importante  que sinto... como o que não sinto
e ambos me fazem falta

16/02/2010

seguir


como seguir ... ou seguir uma direcção, ou saber escolher, optar por onde, por que caminho, por que pretexto, por que argumento, por que sensação?

como parar ... ou deixar-me guiar por uma luz, ou saber identificá-la, não ver a sombra, não ver o medo, não ver as peliculas antes da cura, não adoecer de dor, antes do amor doer?

como não cobrar o incobrável...como não querer o não já dispensável, como respirar sem o teu ar...?
como amar sem custar tanto, o tanto que te custa?
como ?

12/02/2010

pegadas tuas de quando me pisas


há coisas que simplesmente
exijo... não saber...

ou não fosse louca
pra apenas saber do que sinto...

e o tempo,
ai o tempo, é tão fugaz,
tão inválido quando pesado,
e tão valioso quando apenas passa,
sem que as marcas exijam permanecer
mais tempo...

10/02/2010

é assim


lembras-te desta noite?
lembras-te desta foto?

foi a primeira vez que me disses-te : AMO-TE
foi por sms, e estavamos a 5 metros de distância
...recebi...li...encaixei...e vê como sorri...
(alguém registou fotográficamente, sem saber, esse momento)

fazes-me bem, muito bem

mas, pra mim não é assim tão fácil dizer : "AMO-TE"

mas já o disse, e quando o digo, é porque o sinto
e digo-o e sinto-o, muito mais dificilmente,
digo-o por sorrisos, por silêncios, por palavras, por olhares, por sentires...
não de uma só vez, de uma só palavra, mas por fragmentos
e cálo-o muito interiormente, tanto que tu duvidas!!!

e isso, faz-me mal, muito mal

gostava de poder desinquietar-te...
descansar o teu medo de mim, mas não sei... não sei ser senão assim

gostava de te garantir que tudo farei ...
falar como tu, mas não sei... não sei como ser assim

gostava de te prometer que não vais arrepender-te ...
que vou tratar-te bem, mas não sei... não sei cumprir assim

gostava de saber amar-te como tu mais precisas ...
como tu amas, mas não sei... só sei amar-te assim

gostava de saber ensinar-te que não tenho amor maior do que este, mas não sei ...
só sei que não sabes como te amo, ...

e é assim...!!!

08/02/2010

minimal



Ouviste esse barulhinho minimal, essa queda compassadamente morna, desse soluço impávido, que já me não cansa, quase, me embala, de tanto ter já decorado a melodia deste meu pranto?

Sentiste esta atracção gravítica directa ao chão que se me falta, como se fora um tiro fortemente disparado no matrix... em lenta progressão... ferindo esse espaço entre os meus olhos que se apagam ardidos, e os meus pés, que se rendem anestesiados, cansados de rodopiar em voltas absurdas por aí, mudas de te não ter, não te encontrar em qualquer nenhum lugar?

Seguiste o trajecto dessa lágrima, outra, e mais outra, cegas, já secas, num fio esgotado, que de tão grande me arrepiou os pelos, me ensopou as unhas, as contornou, e continuou, como quem procurava desesperadamente uma saída, naquela junta entre estes velhos tacos?

Viste hoje, como acabou mais um dia... sem ti?
Já me não doem os olhos... doí-me tudo...
E agora lembro-me; São assim, todos os meus dias!

Como queres então que agradeça à vida,
o largar-me a mim, sem estorno, sem medida?!
Vou dormir...
sim, acho que só me resta levitar,
já não acredito que volte a sonhar!
Quem dera, fosse comigo,
e quem sabe em sonhos, eu reaprendesse a voar... a cá estar!
Quem dera, sonhasses tu comigo,
e quem sabe nos teus sonhos, eu amanhecesse a acreditar...
E nesse amanhã, que "é outro dia",
eu adormecesse a amar, e pudesse então... cá ficar!

não contes



não contes as vezes que não te disse: amo-te
lembra-te apenas das que te sentiste amado
não te peço que me queiras bem

esperava que me amasses
tantas vezes como as que disseste
seriam o bastante pra me fazer feliz

e não (me) sinto

07/02/2010

leva-me



leva-me daqui

entre esta linha e a próxima

só estou capaz de odiar a vida
já não te odeio, já não me odeio
já não sei o caminho pra lado nenhum

a que horas passa a carruagem ... que horas são ?

pranto

já não choro sequer
já nada digo
passou todos os limites
parou o tempo
daquela dor
que era tua
já não sei se minha

 

21/01/2010

nós





... penso em nós... nós que atam... nós que soltam... nós que matam... nós que amam... nós que no eu e tu unem e desunem, os laços e os descompassos, e nos fazem nós ...